A Vhernier estreia-se em Portugal com exclusividade na Torres, trazendo uma visão revolucionária da alta joalharia: peças que partem da forma, abraçam o corpo e transformam o metal numa linguagem contemporânea, sensual e profundamente escultural.
Na paisagem contemporânea do luxo, poucas jóias conseguem dialogar com a cidade como se fossem arquitectura portátil. As peças da Vhernier transportam essa raridade: volumes que parecem esculpidos em silêncio, superfícies que recordam fachadas modernistas, linhas que avançam com a confiança de quem conhece bem o ritmo da metrópole. A estreia da maison italiana em Portugal, em exclusivo na Torres da Avenida da Liberdade, acrescenta ao cenário lisboeta uma estética que nasce da forma pura e encontra no corpo o seu território natural.
Fundada em 1984, a Vhernier construiu uma assinatura distinta ao inverter a lógica clássica da joalharia: o ponto de partida não é a pedra, mas a forma. A inspiração surge das curvas humanas, mas também da escultura moderna e da clareza geométrica que define a elegância milanesa. Cada peça reflete um estudo minucioso da relação entre volume, luz e movimento.
As criações apresentadas na Torres revelam essa gramática: anéis concebidos como microestruturas sinuosas, colares que lembram sequências de módulos arquitetónicos, brincos que captam a luz com a precisão de um corte oblíquo num edifício contemporâneo. A pureza visual é deliberada e sofisticada.
Materiais inesperados reforçam esta estética de vanguarda. O titânio, trabalhado com rigor quase industrial, acolhe diamantes num pavé contínuo que acompanha as curvas. O ouro rosa, polido até se tornar espelho, absorve o ambiente e devolve-o como luz. E as sobreposições de cristal de rocha, madrepérola e gemas coloridas criam profundidades luminosas que recordam janelas esculpidas.
As coleções icónicas — Calla, Abbraccio, Eclisse, Aladino — funcionam como variações de um mesmo princípio: uma joalharia arquitetónica, silenciosa, com identidade própria e uma clareza formal que se torna assinatura. As peças são criadas à mão em Valenza, num processo que combina técnica, experimentação e uma compreensão muito intuitiva da anatomia humana.
A chegada da Vhernier à Torres representa a afirmação de que a alta joalharia pode convocar a arte, a arquitetura e a vida urbana para criar algo essencialmente contemporâneo: metal que ganha movimento, sombras que se tornam volume, beleza em estado puro.
Morada: Avenida da Liberdade nº159, Lisboa
Horário: Segunda a sábado das 10h30 às 19h00. Encerra aos domingos.
Telefone: (+351) 211 160 960















