A Vacheron Constantin assinala 270 anos com uma dupla criação inédita: o monumental relógio astronómico La Quête du Temps e o relógio de pulso Métiers d’Art Tribute to the Quest of Time, ambos expressão de técnica, arte e poesia.
Fundada em 1755 por Jean-Marc Vacheron, em Genebra, a maison é a mais antiga manufatura relojoeira em atividade contínua. Ao longo de quase três séculos, construiu uma identidade ancorada em complicações técnicas, edições artísticas e peças destinadas a atravessar gerações. No ano em que celebra o seu 270º aniversário, a Vacheron Constantin apresenta duas obras que sintetizam esse percurso: o monumental relógio astronómico La Quête du Temps, em exibição no Louvre, e o relógio de pulso Métiers d’Art Tribute to the Quest of Time, uma miniaturização magistral desse conceito.
La Quête du Temps: o tempo como espetáculo
Sete anos de desenvolvimento, 6.293 componentes, 23 complicações, 144 gestos de um autómato concebido em parceria com o mestre François Junod. Os números impressionam, mas é a poesia mecânica que distingue o La Quête du Temps. A peça não se limita a indicar horas: reproduz a dança dos astros, integra um calendário perpétuo, apresenta as fases da Lua com precisão absoluta e exibe um mapa celeste que acompanha em tempo real o firmamento.
O automato central, uma figura que observa e interpreta o céu, representa a busca humana por compreender o tempo. A sua coreografia, programada por 158 cames, transforma a relojoaria em performance artística. Instalada no Louvre, na exposição Mécaniques d’Art, a obra coloca a Vacheron Constantin lado a lado com os grandes mestres da mecânica histórica, reforçando a vocação cultural da maison.
Métiers d’Art Tribute to the Quest of Time: cosmos no pulso
Se o relógio monumental é um manifesto, o novo Métiers d’Art Tribute to the Quest of Time traduz essa ambição numa peça de pulso. Demorou três anos a ser desenvolvido, integra quatro pedidos de patente e é animado pelo calibre manual 3670, um movimento inteiramente novo da manufatura.
Com 43 mm em ouro branco, o relógio apresenta dois mostradores. Na frente, uma figura humana indica as horas através de braços que funcionam como ponteiros retrógrados — numa evocação dos históricos modelos Bras en l’Air de 1930. O fundo retrata o céu de Genebra em 1755, dia da fundação da Vacheron Constantin. No verso, surge um mapa celeste em movimento contínuo, capaz de manter a variação de apenas um dia em mais de nove mil anos.
O relógio é também um tributo ao savoir-faire artístico da maison: gravação, esmalte, escultura e técnicas decorativas contemporâneas convivem na mesma peça. Produzido em apenas 20 exemplares, será inevitavelmente disputado por colecionadores, mas a sua importância ultrapassa a exclusividade — é a prova de que a relojoaria ainda pode reinventar a forma como vivemos o tempo.




















