Sotheby’s lidera o ranking RepScore™ 2025. A Vanguard acompanha no top 3, num sinal claro de que o prestígio não se mede apenas em localização — mas em consistência, visão e detalhe.
Há marcas que vendem casas. E há marcas que constroem património — simbólico, reputacional, emocional. A Portugal Sotheby’s International Realty ocupa este lugar raro e reservado, onde a credibilidade anda de mãos dadas com a estética, e a confiança se mede tanto em metros quadrados como em subtileza de serviço. A distinção atribuída recentemente pelo estudo RepScore™ 2025, da consultora OnStrategy, vem confirmar aquilo que muitos clientes — e concorrentes — já sabiam: a Sotheby’s é hoje a marca com melhor reputação no setor imobiliário em Portugal. Com um índice de 68,4 pontos, lidera a categoria Real Estate com um posicionamento que não depende apenas da notoriedade, mas do modo como é percebida emocional e racionalmente por quem a escolhe. E por quem a observa.
Logo a seguir, no top 3 do ranking, surge a Vanguard Properties, com uma abordagem que alia design, arte, sustentabilidade e curadoria do detalhe. Para José Cardoso Botelho, CEO da marca,“mais do que um prémio, este reconhecimento é uma validação de que estamos no caminho certo. A reputação constrói-se com exigência, dedicação, transparência e compromisso.”
O ranking completo — onde figuram também nomes como a Remax, o Imovirtual ou a JLL — mostra a diversidade do mercado imobiliário em Portugal. Mas a presença destacada da Sotheby’s e da Vanguard reforça uma ideia central: no segmento premium, a reputação deixou de ser uma consequência — passou a ser critério de escolha.
Serviço, confiança, detalhe
Na construção da reputação, há algo que ambas as marcas partilham: consistência. “A reputação só existe quando há coerência entre o que se diz e o que se faz”, afirma Cardoso Botelho. “No segmento de gama alta, o verdadeiro diferencial está em superar o esperado e criar valor duradouro.”
Para a Vanguard, esse valor está também no que é visível — mas nem sempre óbvio. A presença de obras de arte em zonas comuns, a criação de serviços como concierge, manutenção e assistência pós-venda, ou o cuidado com a arquitetura dos projetos são parte da experiência. “A atenção ao detalhe, a integração artística e a personalização do serviço conferem ao imóvel uma nova dimensão — mais emocional, mais relacional, mais valiosa”, sublinha.
Miguel Poisson, da Sotheby’s, concorda que o luxo vai muito além da transação. “O luxo de hoje não se define apenas pelo metro quadrado. Define-se pela experiência que um imóvel proporciona: segurança, design, sustentabilidade e qualidade de vida”. Segundo o CEO da Portugal Sotheby’s International Realty, a vantagem competitiva da marca está no equilíbrio: “A reputação constrói-se com base na confiança, e essa só é possível quando há uma entrega consistente, transparente e personalizada — mas também inovação contínua, desde a adoção de novas tecnologias às práticas de construção sustentável.” A reputação, acredita, constrói-se longe dos holofotes, “na forma como ouvimos verdadeiramente o nosso cliente, como antecipamos as suas necessidades ou como honramos compromissos, mesmo quando não são fáceis de cumprir”. Esse trabalho diário, “feito com empatia, rigor e responsabilidade”, é o que alimenta o capital reputacional da marca.
Um mercado em mutação
Ambos os responsáveis concordam que o mercado de luxo vive um momento de transformação. “Vivemos um tempo de maior sensibilidade para temas como a sustentabilidade, a tecnologia e a qualidade da arquitetura”, aponta Cardoso Botelho. “O setor demonstra sinais de crescimento e continuidade, mesmo num contexto económico mais incerto.”
Poisson acrescenta que a reputação se constrói também “nos bastidores”: “Na forma como ouvimos verdadeiramente o cliente, como antecipamos necessidades ou honramos compromissos — mesmo os mais difíceis”.
O futuro exige inteligência
Os desafios, alertam ambos, são sérios: burocracia, custos, escassez de mão de obra qualificada e a pressão para integrar critérios ESG sem comprometer o posicionamento premium. “Faltam empresas de construção com capacidade de execução e qualidade”, observa Cardoso Botelho. “Mas as oportunidades são ainda maiores: projetos sustentáveis, uso inteligente da tecnologia, e um reforço da posição de Portugal como destino global de excelência.”
Ambos veem no longo prazo o verdadeiro palco da reputação. “A nossa missão é criar ativos que valorizem — cultural, social e economicamente — com o tempo. Para isso, é preciso visão, ética e sentido de responsabilidade”, remata o CEO da Vanguard.
Palavra de CEO
Miguel Poisson, CEO da Portugal Sotheby’s International Realty, comenta a liderança no ranking RepScore™ 2025 e os desafios que o setor de luxo tem pela frente.
O que torna esta distinção particularmente relevante neste momento do mercado?
Esta distinção é, acima de tudo, um reconhecimento do trabalho contínuo e exigente de toda a nossa equipa num setor em profunda transformação. O imobiliário de luxo tem atravessado uma década de contrastes, marcada por oscilações económicas, incerteza política e mudanças no perfil dos investidores. Estar no topo da reputação significa que conseguimos manter a confiança dos nossos clientes e a consistência da nossa cultura organizacional, mesmo num contexto volátil.
Quais os aspetos menos visíveis que mais contribuem para a reputação da marca?
Quais os maiores desafios para o setor nos próximos anos?
Além da escassez de oferta qualificada e da morosidade dos processos, há uma pressão crescente para integrar critérios ESG sem comprometer o posicionamento premium. Eficiência energética, materiais sustentáveis e impacto social são exigências reais dos compradores. Ao mesmo tempo, a digitalização, a cibersegurança e a proteção de dados exigem sofisticação técnica e ética. O futuro será de quem conseguir conciliar rigor, inovação e identidade.
José Cardoso Botelho, CEO da Vanguard Properties, sobre reputação, diferenciação e visão de futuro.







