Wow. É a palavra que sai quando se vê pela primeira vez um anel da Serafino Consoli converter-se em pulseira ao toque. Ivan Consoli, o homem que construiu esta marca, passou dez anos a tentar provocar exatamente isso. Conseguiu, patenteou, e mais nenhuma marca no mundo faz o mesmo.
Sessenta e seis anos de joalharia italiana cabem num movimento. Basta deslizar os dedos sobre a peça e sentir como os elos de ouro cedem e obedecem, como o que era anel se converte em pulseira, como um pendente se alonga ou encurta consoante o momento, com a mesma fluidez com que se respira. O que a Serafino Consoli faz é engenharia aplicada à ourivesaria, protegida por patente mundial, e sem equivalente em mais nenhuma marca de alta joalharia.
A Serafino Consoli nasceu em 1959 em Bergamo, no norte de Itália, fundada por Serafino Consoli como uma pequena loja de ourivesaria e relojoaria. A guinada radical aconteceu quando Ivan Consoli, filho do fundador, assumiu a liderança nos anos 90 e decidiu criar algo que nunca tivesse existido. A palavra que lhe saiu espontaneamente, e que se tornou a bússola da marca, foi simples: “That’s wow”. Era o espanto genuíno de quem vê algo pela primeira vez e percebe que o mundo da joalharia acabou de mudar de dimensão, e era isso o que procurava.
Levou dez anos a consegui-lo.
O que tem 42 000 pontos de soldadura
A engenharia por trás das coleções Serafino Consoli é literal. Cada peça contém até 988 componentes individuais e pode ter 42 000 pontos de soldadura. O resultado é um objeto que, visto do exterior, parece simples, quase clássico, com o peso e a presença de uma jóia de alta qualidade. Mas que, ao toque, revela uma mecânica interior de precisão relojoeira aplicada ao ouro.
A Brevetto Collection, cujo nome é a palavra italiana para “patente”, foi lançada em 2013 depois de uma década de investigação, análise e testes. O conceito central é o multi-size: anéis que se expandem até vinte tamanhos diferentes, brincos e pulseiras que se alongam ou encurtam para mudar a silhueta da peça consoante o look ou a ocasião. Uma suite completa, um parure, que acompanha o corpo ao longo do tempo.
A Serafino Collection vai mais longe. Aqui, ao esticar ou comprimir a textura da jóia, centenas de componentes expandem ou contraem, as malhas deslizam umas sobre as outras numa transformação que é, em rigor, uma metamorfose. Um anel torna-se pulseira. Uma pulseira torna-se anel. A mesma peça, a mesma identidade, dois registos completamente diferentes. E, porque estas jóias são feitas para durar gerações, esse ciclo de vida longo e partilhado está inscrito na lógica do produto, não apenas no discurso da marca. Sobrevivem a oscilações de peso, a gravidezes, a dias menos bons, à vida em geral.
O atelier fica em Valenza, no Piemonte, o coração histórico da ourivesaria italiana. É lá que a tradição de trabalhar metais preciosos se passa de geração em geração com uma seriedade que se nota no resultado. Em Valenza vive a memória técnica de séculos de ofício; a Serafino Consoli é a casa que a colocou ao serviço de uma ideia nova.
Dez anos de Lisboa, um novo conceito
Portugal entrou no mapa da Serafino Consoli através da Torres Joalheiros. A parceria entre as duas casas tem uma década e foi celebrada, no início de julho de 2026, com um evento exclusivo na flagship store da Avenida da Liberdade, em Lisboa. Raffaela Consoli, CEO da marca e irmã de Ivan Consoli, veio a Lisboa para marcar a ocasião. Mauro Milesi, diretor de Marketing, também esteve presente.
Fundada em 1910 por Anselmo Torres em Torres Vedras, a casa atravessou um século de transformações do mercado de luxo português com a serenidade de quem sabe o que é e com quem quer trabalhar. O percurso desde a Rua da Palma, nos anos 40, até à flagship da Avenida da Liberdade, com a única Boutique Rolex de Portugal desde 2020, é o retrato de uma empresa familiar que cresceu sem perder o fio a si própria. Mais de cem anos de história, um portefólio de mais de quarenta marcas internacionais e uma cultura de atendimento personalizado que se transmite de geração em geração com a consistência de um legado construído ao longo de décadas.
A afinidade entre as duas famílias, Consoli e Torres, é mais do que uma linguagem comercial partilhada. É uma visão comum sobre o que a joalharia de excelência pode ser: um objeto que tem vida própria, que evolui, que acompanha o seu dono sem o forçar a ser sempre a mesma pessoa, no mesmo tamanho, na mesma fase.
Em Lisboa, a Serafino Consoli está disponível na flagship da Avenida da Liberdade. Em Cascais, nas lojas da Alameda dos Combatentes da Grande Guerra e da Rua Frederico Arouca.
O solitário que não é um solitário
Recentemente, as coleções Brevetto e Serafino passaram a partilhar espaço com o lançamento mais recente da marca: o UNICO, apresentado como o primeiro solitário multi-size do mundo.
O solitário é uma das formas mais codificadas da joalharia. A sua linguagem é tão universal que raramente alguém se lembra de questionar os seus pressupostos. Um diamante. Uma pedra. Uma estrutura. Um tamanho. A Serafino Consoli questionou cada um deles.
O UNICO aplica ao solitário a mesma lógica de engenharia que distinguiu as coleções anteriores da marca. A pedra central, disponível em diamante branco ou negro, pode variar entre 0,30 e 1,50 quilates. O anel, disponível em ouro branco, amarelo, rosé ou negro, integra o sistema multi-size que define a identidade da Serafino Consoli. O que torna o UNICO genuinamente diferente é a redefinição do território emocional que o solitário ocupa, tanto quanto a tecnologia que o sustenta.
Um solitário foi sempre, por definição, uma peça singular, de eleição, de um momento. A Serafino Consoli propõe que seja tudo isso e, ao mesmo tempo, uma peça de vida quotidiana, que serve para si próprio tanto quanto para assinalar uma promessa ou um aniversário. Que pode crescer e encolher com os dedos que muda. Que pode ser combinado com outros anéis da marca para se tornar trilogia. Que tem uma linha em diamante branco e outra em diamante negro, pensadas para registos diferentes e para públicos mais vastos, com uma vocação genuinamente plural.
O conceito abre o universo nupcial a algo mais amplo: a jóia que dura porque acompanhou uma vida que mudou, e teve sempre tamanho para isso.






















