A Longchamp presta homenagem a uma das suas carteiras mais icónicas – a Roseau, que reúne o melhor do savoir-faire da marca considerada uma Entreprise du Patrimoine Vivant.
No ano em que o presidente Bill Clinton tomou posse como 42º presidente dos Estados Unidos nasciam, em França, dois modelos de carteira da Longchamp que viriam a fazer história no universo dos acessórios de moda: a Le Pliage e a Le Roseau, da Longchamp. Não faltarão oportunidades de falarmos na Le Pliage, mas em 2025 – 32 passados do seu lançamento e no rescaldo da recente tomada de posse de um novo presidente americano (o 47º) –, o foco está na Le Roseau, um dos modelos mais reconhecíveis da marca (o seu exclusivo fecho Bamboo não engana), que tem sido alvo de inúmeras reinterpretações e que a marca homenageia agora, por representar o melhor do seu savoir-faire artesanal made in France.
Há mais de 75 anos que a Longchamp tem vindo a aperfeiçoar a forma como cria peças bem desenhadas e elaboradas com total mestria em todas as etapas. Cada modelo é desenvolvido por artesãos qualificados, que dedicam toda a sua atenção aos detalhes e à harmonia dos materiais. Esta expertise materializa-se num trabalho artesanal de precisão, que combina rigor e sensibilidade. Talvez por isso, desde 2007 que a Longchamp é reconhecida pelo estado francês como uma “Entreprise du Patrimoine Vivant” (Empresa do Património Vivo), um selo atribuído a empresas com os mais elevados padrões de savoir-faire artesanal e industrial. E a Le Roseau em boa parte contribuiu para esta distinção, com o seu design contemporâneo e funcional, a utilização de materiais e cores intemporais, a excelência artesanal em pele.
Domínio dos materiais, a chave para a longevidade
A maison, fundada em 1948 e apostada em perpetuar a tradição de artesanato familiar, não esquece que deve este nível de expertise aos seus dedicados artesãos que, nas cinco oficinas que detém em França – localizadas em Château Gontier, Ernée, Pouzauges, Rémalard e Segré –, incorporam os exigentes padrões do Made By Longchamp em todas as etapas, desde o corte do couro até à montagem da carteira finalizada, garantindo uma qualidade irrepreensível.
A unidade de Segré, na região de Maine-et-Loire, é o coração criativo e técnico da Longchamp e a sua unidade de produção original. É aqui que o departamento de planeamento, em estreita colaboração com a Direção Criativa em Paris, desenvolve e aperfeiçoa cada modelo. A produção garante que o savoir-faire e as técnicas de produção iniciadas em Segré são fielmente transmitidas aos outros locais de produção, em França e no estrangeiro. Assim, cada design ostenta a marca única da Longchamp, moldada por décadas de experiência e inovação. Christelle, designer de padrões, esclarece: “Para criar a nova Le Roseau para a coleção Verão 2025, foram necessários 24 protótipos diferentes e meses de ajustes. Não basta apenas obter o formato correto, é também necessário estudar como será montado. Trabalho na Longchamp há 28 anos e guardo todos os meus esboços, que consulto regularmente para melhorar cada modelo”.
Made by Longchamp representa também uma busca pela excelência fundada numa rigorosa seleção de materiais, que são manuseados com o máximo cuidado. Todos os couros utilizados pela maison são auditados pelo Leather Working Group, um organismo independente que certifica as normas sociais e ambientais. Em 2023, 79% dos couros obtiveram a certificação “Gold”, a mais elevada. O objetivo é atingir os 100%. Na Longchamp, o couro é cortado com precisão para otimizar as suas qualidades naturais e utilizado de uma forma que revela a sua profundidade e textura. Os artesãos da Longchamp têm um conhecimento altamente especializado em couro e, em alguns casos, 30 anos de experiência. Precisão e respeito pelo material são as palavras de ordem, assim como versatilidade, uma vez que cada artesão é treinado para elaborar uma carteira de A a Z. Sandrine, responsável pelos protótipos, explica: “cada carteira que sai daqui está destinada a tornar-se um best-seller. Todos eles têm duas coisas em comum: estilo e qualidade. Nada sai da nossa oficina sem ter sido rigorosamente testado e aprovado”.
Sustentabilidade a longo prazo
Outro compromisso da marca é para com a sustentabilidade. A Longchamp está empenhada em criar carteiras que resistem ao teste do tempo, com uma vida útil prolongada. Para isso, não basta apostar nos melhores materiais e métodos de produção. Há-que investir também no restauro. Por isso a maison teve sempre uma oficina de reparação, que restaura todos os anos cerca de 60.000 produtos. Este compromisso com a durabilidade é um valor fundamental para a marca e, graças às suas oficinas e aos seus stocks de materiais e componentes, cada peça pode ser reparada e devolvida ao seu esplendor original. Sylvie, que trabalha no serviço de reparação há 26 anos, afirma: “quando se dá uma nova vida a uma carteira, também se está a reviver a sua história. Os clientes têm frequentemente um forte apego sentimental aos seus acessórios, especialmente às carteiras. É incrivelmente gratificante reparar uma carteira que durou décadas e, por vezes, até foi transmitida de uma geração para a seguinte.”
Desde o início, a Longchamp orgulha-se de combinar o artesanato com a responsabilidade ambiental nos seus locais de produção. Focada na proteção do ecossistema e da paisagem natural, a maison está a reduzir a sua pegada de carbono ao plantar 12.500 árvores em redor das suas oficinas, além de promover a biodiversidade através da preservação da densa rede de sebes típica do oeste de França. Desde 2019, foram plantadas 85 novas espécies de árvores, incluindo um pomar tradicional de árvores tradicionais, enquanto ovelhas e colmeias foram introduzidas para melhorar o equilíbrio ambiental.
Levando a sua abordagem sustentável ainda mais longe, a Longchamp está a integrar soluções arquitetónicas inovadoras. As suas oficinas são concebidas para maximizar a luz natural, reduzindo a necessidade de iluminação artificial, enquanto o uso de energia está a ser otimizado e os painéis solares estão a ser instalados gradualmente. Iniciativas como estas resultaram numa redução significativa das emissões de carbono, reforçando a compromisso com uma produção mais responsável e sustentável.













