Mais de 14 mil visitantes, vendas firmadas, prémios atribuídos e obras adquiridas: a ARCOlisboa 2025 encerra em alta e confirma Lisboa como paragem obrigatória no circuito da arte contemporânea.
Foi com uma visita presidencial, vários prémios e vendas desde o primeiro dia que a ARCOlisboa 2025 se despediu da Cordoaria Nacional. Ao longo de quatro dias, mais de 14 mil pessoas passaram pelos corredores da feira — um novo recorde de afluência que reforça o papel da capital portuguesa como centro incontornável da arte contemporânea em contexto europeu.
Na oitava edição, 83 galerias de 17 países apresentaram propostas que cruzaram geografias, gerações e linguagens. A presença de jovens visitantes — incentivada pela entrada gratuita para menores de 25 anos, uma iniciativa do Ministério da Cultura — trouxe uma energia renovada e reforçou o compromisso da feira com a formação de novos públicos.
Durante a cerimónia de abertura, estiveram presentes o Presidente da República, a Ministra da Cultura e o presidente da Câmara de Lisboa — um sinal do apoio institucional crescente ao setor. E o resultado não se ficou pela diplomacia: segundo a organização, as vendas decorreram a bom ritmo desde o primeiro dia, com colecionadores nacionais e internacionais a reafirmarem o seu interesse pela criação contemporânea.
Aquisições na ARCO Lisboa
As aquisições públicas confirmam essa tendência. A Câmara Municipal de Lisboa adquiriu 14 obras de artistas como Gabriela Albergaria, Ana Jotta, Carla Filipe ou João Maria Gusmão. Também a Fundação ARCO e o recém-inaugurado MACAM — Museu de Arte Contemporânea Armando Martins — integraram novas peças nas suas coleções, tal como a Fundação Vasco Vieira de Almeida, a Coleção Studiolo e o grupo MEXTO.
Para Maribel López, diretora da feira, a qualidade das propostas artísticas, aliada ao dinamismo da programação paralela em instituições públicas e privadas da cidade, foi determinante para atrair colecionadores de referência e reforçar a imagem de Lisboa como destino de arte. Entre os mais de 150 convidados internacionais estavam diretores de museus, curadores e agentes de mercado.
O reconhecimento também chegou em forma de prémio: a Travesía Cuatro foi distinguida com o prémio de Melhor Stand, atribuído pela Fundação Millennium bcp; a Enhorabuena Espacio recebeu o Prémio Opening Lisboa e a Method Gallery obteve uma menção especial. Foram ainda premiados os artistas Leonor Serrano Rivas, Jorge Queiroz, Glenda León e Ana Malta, entre outros.
Encerrando com balanço positivo, a ARCOlisboa 2025 reforça o que já se sabia: o ecossistema da arte contemporânea em Portugal está em expansão — e cada vez mais atento ao mundo. A próxima edição já tem data marcada: será de 28 a 31 de maio de 2026, novamente na Cordoaria Nacional.







